Coluna: Alex Medeiros - Tribuna do Norte (2022)

Miss América é Mulher Maravilha

Atualizado: 23:54:15 14/10/2022

Alex Medeiros

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Miss América é Mulher Maravilha

Nas bancas e livrarias dos EUA a edição número 792 da revista Wonder Woman traz a segunda parte de uma aventura da Mulher Maravilha que surpreendeu os fãs da princesa amazona. É que a sua mais famosa inimiga, a Cheetar (Mulher-Leopardo) foi salva pela heroína e agora está atuando ao seu lado como parceira e amiga. Ela é a Dra. Bárbara Minerva, uma arqueóloga que quis ter os poderes de Diana Prince e terminou se tornando sua rival.

Coluna: Alex Medeiros - Tribuna do Norte (1)

A Mulher Maravilha é um dos personagens mais antigos da DC Comics; surgiu em 1942 pouco depois do Superman e do Batman, criada pela dupla americana William Moulton Marston, um psicólogo, e Harry G Peter, um cartunista. Nasceu na ilha de Themyscira, terra das guerreiras amazonas, sendo filha da rainha Hipólita. Para criar seu perfil, os autores se inspiraram nas esposas e uma amiga que eram referências da nova mulher nos anos 40.

No Brasil, uma revista própria da Mulher Maravilha está completando neste outubro 50 anos do lançamento, em 1972, pela editora Ebal. Saiu com o título de “As Aventuras de Diana”, alusão ao nome civil da heroína de Nova York.

Anos antes, já estava por aqui na revista dos Justiceiros (a Liga da Justiça), lançada em 1967. Ganhou o nome de Miss América e era uma das lideranças do grupamento de heróis, dividindo protagonismo com Batman e Superman.

Levaria alguns anos para que o nome Mulher Maravilha fosse adotado, fato que foi estimulado pela chegada da série de TV com a atriz Lynda Carter, em 1975. A revista solo com Diana trouxe duas aventuras, uma sendo sua origem.

Na segunda parte da edição, veio a história do seu nascimento e o episódio da queda do avião do militar Steve Trevor na ilha mítica, quando a própria princesa cuidou dos seus ferimentos e anos depois foi procura-lo nos EUA.

Na abertura a aventura principal intitulada “A Ameaça do Doutor Cyber”, onde Steve Trevor precisa se disfarçar de espião para desvendar uma trama, o que provoca uma verdadeira caça a ele por parte dos serviços de segurança.

Miss América, ou Diana, ou Mulher Maravilha, decide localizar seu amado antes de todos, como uma forma de protege-lo e entender o que está acontecendo. Mas ao ir visitar a mãe, é instada a desistir dos seus poderes.

De volta ao bairro de Manhattan, onde mora, ela se encontra com uma figura bem sinistra chamada I-Ching, uma espécie de sábio chinês que se oferece para substituir os poderes perdidos por noções avançadas de artes marciais.

O velho de óculos de sol e com uma echarpe grená, destaque na capa nos desenhos de Mike Sekosky e arte-final de Dick Giordano, enfrenta legiões de bandidos na busca por Steve Trevor. Ah, o roteiro é de Denny O’Neil, craque.

Vale salientar que nas páginas derradeiras, a história com a origem de Miss América é exatamente a original de 80 anos atrás, assinada pela dupla criadora que citei lá em cima, e onde o roteirista resume o nome para Charles Moulton.

A revista “As Aventuras de Diana” saiu por quinze edições, de outubro de 1972 a dezembro de 1973, na coleção “Quem Foi?”, nome inspirado numa publicação de suspense policial que a própria Ebal publicou na década de 50.

Apesar da revista de Diana ser de 1972, uma sobrinha dela, Dianinha, chegou no Brasil quatro anos antes, em 1968, nas aventuras da Turma Titã, grupo de adolescentes liderado por Robin e que contou com a participação da Batgirl.

Em 50 anos de Brasil, a Mulher Maravilha ou Diana Prince, passou por várias profissões, desde secretária militar até enfermeira de guerra, tradutora, embaixadora da ONU e curadora de um museu. E tem poderes ilimitados.

Colapso As imagens do arrastão numa casa lotérica de Coronel Ezequiel são partes do grande mosaico do fracasso na política de segurança do PT. Há quem sonhe com um motim da Polícia fazendo uma ação independente da governadora.

Crianças Em declaração ao UOL, a Xuxa legitimou as denúncias de Damares Alves: “Muitos meninos e meninas são vendidos para políticos, para pessoas que se dizem que têm poder...”. Leiam a íntegra no blog de entretenimento Splash.

Estupros Também ontem, logo após Eliane Cantanhêde desqualificar a denúncia da ministra e senadora eleita, a GloboNews exibiu duas matérias sobre estupro de uma menina na Bahia e outra em Recife que era alugada pelo próprio pai.

Tic tac

Mesmo protegidas pelo absolutismo da justiça eleitoral, as pesquisas iniciaram um reajuste de chegada já sem o recorrente favoritismo de Lula. Foram obrigados a revelar a tendência de virada nos índices de Jair Bolsonaro.

Tributo

Já está nas plataformas o novo álbum de Raimundo Fagner, “Meu Parceiro Belchior”, com faixas compostas por ele e seu colega de geração. Há duas inéditas que estavam perdidas nos arquivos da censura da década de 1970.

Cantoria

Vem aí a 9ª edição do show “Várias Vozes, um só Canto”, reunindo dezenas de cantores e músicos locais numa homenagem a Tico da Costa, o natalense de voo solo com maior alcance internacional. Dia 20 no Teatro Alberto Maranhão.

Bola de Ouro

Na segunda-feira, 17, tem a entrega do prêmio de Melhor do Mundo em 2022. Dificilmente a bola dourada não irá parar nas mãos do matador Benzema, que deverá recebê-la do ex-colega de tabelas no Real Madrid, Cristiano Ronaldo.

Dia 29

Um sábado de véspera de eleição com sabor e música desde a hora do almoço até o meio da noite. É o aniversário de 68 anos do Restaurante Nemesio, fechando com os shows de Mariana Roots, às 18h, e Paulinho & Cleo, 20h30.

* Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

Hulk na TV há 45 anos

Atualizado: 23:11:18 13/10/2022

Alex Medeiros

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Hulk na TV há 45 anos

A plataforma Disney Plus colocou no ar ontem o nono e último episódio da série Mulher Hulk – Defensora de Heróis, cujo enredo é centrado na vida profissional da advogada Jennifer Walters, a prima de Bruce Banner (o Hulk) que herda do sangue dele uma carga de raio gama que a faz ganhar poderes iguais ao monstro verde. Apesar de ser tratado como bizarro, o último capítulo agradou os fãs, principalmente os mais velhos dos tempos do seriado de 1977.

Coluna: Alex Medeiros - Tribuna do Norte (2)

No início do episódio, o texto narrado por um locutou arrepiou e já deu o tom de homenagem ao antigo seriado que foi ao ar 45 anos atrás nos EUA: “Jennifer Walters, advogada, millennial, procurando uma forma de equilibrar a carreira com sua vida pessoal. Então, uma exposição acidental a sangue com radiação gama alterou a química de seu corpo. E agora, quando Jennifer fica zangada ou furiosa, uma metamorfose surpreendente acontece”.

Na noite de 4 de novembro de 1977, o novo seriado da TV CBS começou assim: “Dr. David Banner, médico, cientista; procurando uma maneira de explorar as forças ocultas que os humanos têm. Então, uma overdose acidental de radiação gama alterou a química de seu corpo. E agora, quando Banner fica com raiva ou indignado, ocorre uma metamorfose surpreendente... A criatura é movida pela raiva e perseguida por um repórter investigativo...”.

O histórico primeiro capítulo teve mais de 1 hora e iniciou como um romance, cheio de imagens de Banner (na época usavam o prenome David e não Bruce) com sua amada Laura, até o trágico acidente automobilístico que a matou.

As cenas são apenas mais um pesadelo do cientista, que carrega a culpa por não conseguir retirar sua mulher do carro antes da explosão. No laboratório, ele e uma colega testam pessoas que experimentaram alguma força anormal.

Ao descobrir que raio gama interfere no DNA dos seus pacientes, ele injeta em si mesmo uma alta dose e vai para casa. No meio de uma tempestade, o carro fura um pneu, e na troca ele fere uma mão. A dor provoca a transformação.

A partir dali, a série passa a ser uma espécie de versão de fantasia de O Fugitivo, que arrebentou na audiência mundial. Na época, o New York Times chegou a sugerir que os roteiristas de Hulk estavam explorando a temática.

Em praticamente todos os episódios dos cinco anos em que ficou no ar, a série tinha um Hulk perseguido por um repórter (o ator Jack Colvin) ou pelas autoridades. E Banner era suspeito da morte da própria mulher no acidente.

O locutor na velha séria sempre dizia também: “a criatura é procurada por um assassinato que não cometeu. Acredita-se que David Banner esteja morto e ele deve deixar o mundo pensar que ele está morto até encontrar uma maneira de controlar o espírito furioso que habita dentro dele”.

No papel do Dr. David Banner tinha o ator Bill Bixby e o brutamontes Lou Ferrigno interpretava o Hulk (ele ganhou o papel na disputa com um tal Arnold Schwarzenegger, que havia sido Hércules em 1970 e seria Connan em 1982).

Responsável pela produção, o escritor Kenneth Johnsson teria inserido no argumento semelhanças com a obra Os Miseráveis, de Victor Hugo, caracterizando Banner como Jack McGee e o jornalista como Inspetor Javert.

O personagem Hulk das revistas em quadrinhos está fazendo 60 anos, estreando nos EUA em maio de 1962. Chegou no Brasil em julho de 1967, editado pela saudosa Ebal na coleção “Heróis Shell”, dividida com o Namor.

A série da TV chegou aqui em 1978 exibida pela Globo. Anos depois passou na Manchete e hoje ainda existe em canais fechados e plataformas de streaming. O filme de 2003, dirigido por Ang Lee, foi baseado na quarta temporada da velha série que faz 45 anos e merece ser glorificada pela Mulher-Hulk neste 2022. E que como ele repete o bordão “Hulk esmaga”.

É a economia

Em matéria de destaque na capa de ontem do Valor Econômico: “O comércio entre o Brasil e EUA deve bater novo recorde este ano e superar os US$ 80 bilhões, segundo projeções da Câmara Americana de Comércio (Amcham)”.

Guerra

A União Europeia lembra velhas comédias em que o “doidelo” (personagem recorrente) sozinho dá voz de prisão a dezenas de bandidos. Ameaça aniquilar o exército russo se Putin usar bomba nuclear. Ora, e haverá UE depois disso?

Cambalacho

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica não pode limitar sua investigação na fraude das pesquisas só nos institutos Datafolha, Ipec e Ipespe. O esquema só opera na cumplicidade com os grupos Folha e Globo.

O ladrão

Do que foi roubado no esquema de corrupção do PT, foram devolvidos ao erário até hoje R$ 15 bilhões, graças a Lava Jato. Como Gilmar Mendes disse que o partido de Lula instalou uma “cleptocracia”, falta devolver muito mais.

Pedofilia

Um quadro muito fácil de tirar conclusões. A ministra Damares Alves denunciou um esquema criminoso de exploração sexual de crianças e, horas depois, a direita caiu de pau nos pedófilos e a esquerda partiu pra cima da denunciante.

Vergonha

Coisas do Brasil que a sociedade aceita impassível, sem qualquer indignação com as autoridades incompetentes. O ator e pedófilo José Drummond foi tirado da cadeia, após fortes evidências de assédio a menores, no Dia da Criança.

Vacinas

Em audiência pública no Parlamento Europeu, no dia 10, a executiva da Pfizer, Janine Small, foi interpelada pelo deputado Rob Roos sobre a eficácia da vacina. Ela confirmou que não houve teste antes de ser colocada no mercado.

Pandemia

O escritor americano David Quammen, autor do livro Contágio, de 2012, considerado profético por antecipar a pandemia, afirmou que a nossa geração vai enfrentar uma nova pandemia brevemente. E deverá ser muito mais letal.

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Eleição e guerra espiritual

Atualizado: 23:57:46 11/10/2022

(Video) JORNAL DA MANHÃ NATAL - 11/10/2022

Alex Medeiros

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Eleição e guerra espiritual

A disputa eleitoral entre Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva deixou de ser apenas uma luta política e se transformou numa batalha de valores morais, cívicos e religiosos. Nas últimas semanas, as duas campanhas se digladiam com discursos voltados para as comunidades cristãs, onde as doutrinas católica e evangélica estão no centro do debate, já chamado de guerra espiritual, um termo que remete a narrativas bíblicas e teses esotéricas sobre um eterno confronto noutra dimensão entre demônios e anjos que representam o mal e o bem respectivamente.

Coluna: Alex Medeiros - Tribuna do Norte (3)

Coluna: Alex Medeiros - Tribuna do Norte (4)

Vejamos algumas citações que sugerem a existência de uma batalha espiritual que noutras palavras também se chama guerra santa. No livro Efésios, do Velho Testamento, diz: “Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo, pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais”.

No livro apócrifo do apóstolo Pedro, descoberto no século 19, tem o aviso: “Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar. Resistam-lhe, permanecendo firmes na fé, sabendo que os irmãos que vocês têm em todo o mundo estão passando pelos mesmos sofrimentos”.

Já o livro do profeta Daniel, também do Velho Testamento, está repleto de narrativas em que os conflitos bélicos de grandes impérios ou as batalhas confrontando nações são apenas representações da guerra maior que se trava no mundo espiritual, entre as trevas do Diabo e a luz de Deus.

E nem precisaria citar o livro do Apocalipse, escrito por João e que fecha o Novo Testamento. Ele é o mais rico em ilustrações de uma guerra entre os anjos do paraíso e os demônios do inferno. O Apocalipse influenciou os arautos da Era de Aquário, alimentou teses esotéricas, é leitura obrigatória de quem espera o Armagedon.

O livro do apóstolo que seria o mais querido por Jesus, foi elementar na teoria de uma batalha espiritual travada em cima dos céus do Brasil, e que acabou estabelecendo a crença de diversas correntes cristãs, como a católica, a evangélica e até a kardecista.

E é nesta perspectiva que milhões de religiosos fiéis à palavra de Jesus Cristo decidiram tomar partido em favor de Bolsonaro, cujo conservadorismo seria o bem; e contra Lula, que teria no comunismo o mal do anticristo. Desde domingo, diversas igrejas entraram em maratona de orações e jejum durante 21 dias, até o dia 29, véspera da eleição.

Todas as noites, às 23h30, o ritual acontece para fortalecer as tropas divinas que enfrentam demônios acima das nossas cabeças. Todos interpretam nas escrituras que esta guerra se reproduz aqui embaixo na luta pela Presidência da República. Como dizia uma canção lá dos meus 20 anos, “é a peleja do diabo com o dono do céu”.

Pedofilia

A denúncia da senadora eleita Damares Alves é contra um esquema cruel e sinistro que existe faz tempo em âmbito internacional e tem muitas crianças brasileiras vitimizadas pela tara covarde de ricaços e poderosos do mundo.

Casa Pia

É o nome de uma instituição que cuida de crianças em Portugal. Em 2010, após anos de investigação, diversos bacanas foram condenados por relações sexuais com menores do lugar. Durante meses eu dei notas nO Jornal de Hoje.

Poderosos

O Escândalo da Casa Pia, como ficou conhecido o caso, envolveu ministro, magistrado, advogado, médico, apresentador de TV, artista e o escambau. Todos endinheirados e camuflados numa capa acima de qualquer suspeita.

Assassinato

Proibida na imprensa e nas redes pela ministra do TSE Claudia Bucchianeri, a denúncia da senadora Mara Gabrilli associando Lula e o PT à morte de Celso Daniel está furando a censura no Gettr e nos grupos de WhatsApp e Telegram.

Mais um

O governador de Alagoas, Paulo Dantas, é da banda podre do MDB de Renan Calheiros. Foi só se candidatar com o apoio de Lula e do PT que a Polícia Federal desbaratou seus deslizes. E assim como o capo petista, foi pra cadeia.

Corrupção

A Transparência Internacional rebaixou a nota do Brasil no seu relatório anual sobre combate à corrupção. A entidade alemã, sempre simpática a governos canhotos, não pesou o impacto dos corruptos retirados da cadeia pelo STF.

Cem Mais

A revista inglesa Four Four Two, que forma com francesa L’Equipe e a americana Sport Ilustrated o trio das maiores do mundo no setor, renovou na nova edição a lista dos 100 maiores craques do futebol em todos os tempos.

Agora é Messi

Em 2017, Maradona foi primeiro, com Messi em segundo e Pelé em terceiro. Agora o maior é Messi, seguido de Maradona, Cristiano e o rei. Em quinto vem Zidane, seguido de Cruijff, George Best, Beckenbauer, Puskas e Ronaldo.

Quarta gorda

Dia de Champions e Copa do Brasil na TV: Napoli x Ajax, Rangers x Liverpool, Atletico Madrid x Brugge, Leverkusen x Porto, Barcelona x Inter, Viktoria x Bayern, Sporting x Marselle, Tottenham x Frankfurt, Corinthians x Flamengo.

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Guerra é guerra e vice-versa

Atualizado: 23:03:24 10/10/2022

Alex Medeiros

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Guerra é guerra e vice-versa

Há mais ou menos duas semanas, as notícias produzidas pelos correspondentes de guerra, tanto no teatro bélico do solo ucraniano quanto no entorno europeu do conflito, diziam que o líder da Rússia, Vladimir Putin, estava em situação de revés, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, experimentava um avanço com a reação das suas tropas repelindo o exército inimigo e, inclusive, recuperando áreas que foram ocupadas pelos russos.

Coluna: Alex Medeiros - Tribuna do Norte (5)

Poucos dias atrás, o clima de resiliência ucraniana na mídia mundial foi abalado com declarações graves de Putin ameaçando tornar o confronto uma batalha sangrenta com uso até de armamentos nucleares. Quando os analistas e editorialistas geopolíticos demonstraram pouco crédito na ameaça, o chefe do Kremlin mandou o aviso de que não estava blefando. Na semana passada, o presidente dos EUA, Joe Biden, alertou que havia o risco de um apocalipse.

No agravamento da crise, já bastante complicada com a repercussão econômica e estrutural na Europa, acontecem as explosões de dois gasodutos no Mar Báltico e da única ponte que liga os territórios da Rússia e da Crimeia.

Logo começa um jogo de acusações mútuas, com Putin não assumindo as ocorrências e líderes europeus o acusando. E aí, depois de tudo, recomeçam os bombardeios russos na Ucrânia, agora atingindo em cheio a capital Kiev.

Essa guerra que é travada desde o dia 24 de fevereiro, que trouxe mortes destruição, desolação, milhões de pessoas em fuga, famílias desfeitas, faz de novo a Europa sentir de perto o inferno e provoca insegurança no mundo todo.

Os recentes acontecimentos abrem um caminho para uma conflagração global onde armas nucleares estratégicas podem, sim, ser usadas. Não à toa, testes de mísseis são feitos pelas duas coreias, pelo Japão, pela China e pelos EUA.

Um grande problema é a posição da União Europeia, que realmente não estava preparada para encarar a crise energética gerada pelas tensões na Ucrânia no ano passado. Houve também muito tempo perdido na pandemia.

Também está claro que a OTAN deixou a Ucrânia à deriva na invasão russa, posto que todos tinham interesse no fim da influência de Putin tanto no país de Zelensky quanto nas nações que fizeram parte da velha União Soviética.

Os próprios EUA viram na confusão uma boa chance de avançar no planejamento hegemônico da Europa, inclusive desmamando a OTAN. Em 2014, americanos e europeus divergiram na ONU sobre as tensões na Ucrânia.

Basta lembrar que muitos diplomatas da União Europeia defenderam a intervenção das Nações Unidas na crise que se iniciava, em divergente intensão com Washington que desejava um governo populista oposto à Rússia.

Em 2015, um ano depois, nada havia se alterado, apesar das assinaturas de todos os envolvidos na segunda parte de um acordo entre o governo ucraniano e os rebeldes do leste do país favoráveis ao atrelamento político com Moscou.

O desencontro seguiu seu curso, e nem mesmo quando Zelensky venceu as eleições em 2019 e as partes conflitantes conversaram mais uma vez na tal cúpula de Paris, houve algum mínimo sinal de que a paz pudesse prevalecer.

Depois de oito anos e muito sofrimento, fica a impressão de sempre: que a ONU é um fosso de fracasso diplomático, que a União Europeia é um puxadinho da Casa Branca, e que a Rússia descobriu que não estava falida.

Vamos ver se os mísseis que desceram sobre Kiev e atingiram o consulado alemão irão provocar alguma reação nova na nação mais valente da Europa, que por ironia é a que mais depende do gás russo para se manter de pé.

Guerra

Uma velha tese esotérica de guerra espiritual entre o bem e o mal foi finalmente assimilada pelas igrejas evangélicas, que interpretam a eleição como parte de uma batalha travada numa dimensão sobre os céus do Brasil.

Jejum

Combater o mal e seus representantes terrenos gerou uma maratona de orações e jejum diários no mundo evangélico, iniciada domingo e que só termina no dia 29 de outubro, véspera da eleição. Tudo em favor de Bolsonaro.

Violência

A blogosfera potiguar vive um período de revival do jornalismo estilo “Patrulha da Cidade” (na antiga rádio Cabugi) e “Aqui Agora” (no SBT e filiadas). O noticiário policial com a velha abordagem prenunciando pânico na população.

Pró-crime

Já o senhor Lula vomitou no Twitter que se ganhar a eleição vai tirar as armas em posse dos cidadãos, por bem ou por mal. E que no seu governo a Polícia vai operar sem fuzil contra o crime, e agentes não terão arma fora do serviço.

Minas

De Romeu Zema: “No governo do PT teve posto de saúde fechado, merenda sopa de arroz, hospitais abandonados, estradas sem manutenção e servidores com salários atrasados. O mineiro não é gado, é povo que tá vacinado do PT”.

Picardia

Nas redes sociais, o argumento bem-humorado para explicar a derrota de Jair Bolsonaro no primeiro turno na Bahia: “Jair Bolsonaro exagerou e pisou na bola; prometeu milhões de empregos em toda a Bahia, e afugentou o pessoal”.

Neymar

O jogador do PSG e astro do álbum de figurinhas está outra vez fazendo um estrago nas redes sociais em favor do presidente Jair Bolsonaro. Neymar dança com amigos um piseiro que só repete “vai ser Bolsonaro de novo 22”.

Superman

A DC Comics divulgou novos figurinos nos uniformes de alguns heróis da chamada família Superman, com mudanças nas aventuras das revistas a partir da edição 1051, que destacarão a “super-família” em formato com 100 páginas.

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Sessenta anos dos Jetsons

Atualizado: 12:13:14 08/10/2022

(Video) JORNAL DA MANHÃ NATAL - 05/10/2022

Alex Medeiros

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Coluna: Alex Medeiros - Tribuna do Norte (6)

Quando eu vi pela primeira vez o desenho dos Jetsons, numa televisão em preto e branco, a produção dos cartunistas William Hanna e Joseph Barbera já tinha uns sete ou oito anos de existência. Foi bem no comecinho dos anos 1970, quando eu e alguns colegas das Quintas estávamos colecionando o álbum Feras do Saldanha, cujas figurinhas eram recortadas nas capas das revistas em quadrinhos do Fantasma, Cavaleiro Negro e Mandrake, da RGE.

Um desses amigos, chamado Pedrinho, morava na Avenida Mário Negócio, a poucos metros da minha casa situada na cabeça da travessa Mário Lira. Num meio de tarde fui à casa dele para ver algumas novas edições que ele ganhou do avô. A televisão estava ligada e nesta época eu tinha uma verdadeira compulsão por tudo que passava na telinha, fruto da carência de quem sonhava ter em casa o maravilhoso eletrodoméstico que era a cara da época.

Eu não era tão chegado em desenho animado, preferia filmes e revistas com anatomias humanas em detrimento de bichos e coisas. Mas aquela temática de ficção científica remetia ao seriado que era meu preferido, Perdidos no Espaço.

Os Jetsons entrou nos lares da sociedade norteamericana numa noite de domingo, em 23 de setembro de 1962. Os personagens viviam no futuro, no século XXI, precisamente no ano de 2062. Obra inspirada na corrida espacial.

Nada foi mais representativo da tecnologia e do capitalismo da década de 1960 do que os Jetsons. O desenho explorava os avanços urbanos e invenções eletroeletrônicas a partir dos próprios modismos e novidades daqueles tempos.

Tinha muito a ver com as perspectivas de futuro de uma sociedade americana baseada no consumismo, nos experimentos científicos e nos investimentos da NASA, principalmente com a promessa de JFK em enviar o homem à Lua.

A família formada por George (o pai), Jane (mãe), Judy e Elroy (filhos), Astro (o cão) e Rosie (a empregada robô) mora em Orbit City, situada acima da superfície da Terra. Há outras figuras como Mr. Spacely (o patrão de George).

Os episódios sempre exploravam as tendências nos aspectos da arquitetura, da moda, do design para interiores (que bombava naqueles anos), da publicidade, mas sem economizar nos exageros, como os móveis tipo tulipa.

Os costumes também dialogavam com os espectadores, destacando Jane no cabeleireiro, na academia; Judy curtia roupas, shopping, boliche; Elroy vivia a vida escolar, os jogos de beisebol e basquete, os jogos eletrônicos interativos.

Os anos passaram e quase me esqueci do desenho, mas algumas vezes li resenhas que abordavam as curiosidades relativas aos seus episódios com tons proféticos, como acontece tantas vezes com os roteiros dos Simpsons.

Do pouco que vi dos Jetsons (até tenho umas edições dos gibis editados pela revista O Cruzeiro), guardo os dois impactos que tive naquele início dos anos 1970 e depois em 1986 quando chegou no Brasil os episódios revival de 1985.

Eu já era pai e a atenção para produtos infantis me atraiam naturalmente, o que me fez ver uma aventura em que surgiu um novo personagem, um bichinho peludo chamado Orbity, que o menino Elroy achou numa excursão.

Surgiu na época uma discussão nos EUA sobre a semelhança entre Orbity e os monstrinhos do filme Gremlins, de 1984. Os fãs dos Jetsons sustentavam que o revival estreou em 1985, mas começou a ser produzido dois anos antes.

E nesta tese, abria-se o questionamento de quem copiou quem; se os Gremlins eram baseados num vazamento dos estúdios Hanna-Barbera ou se o mascote de Elroy surgiu no embalo do filme de terror juvenil. Como estarão Os Jetsons em 2062?

Engenharia

No blog Carbono Zero, de Eugênio Cunha, tem uma matéria sobre a influência das mudanças climáticas nas novas adequações da construção civil em suas edificações. Vários estudos apontam que a engenharia já está se moldando.

Roberto Campos

“Eu acreditava nos mecanismos governamentais, mas eles têm células cancerígenas que crescem incontrolavelmente. Há algo de doentio na máquina estatal. A experiência me tornou cético para as reais possibilidades do Estado”.

Vilanias

Os quadrinhos ao longo das décadas popularizaram não apenas os heróis, mas também os vilões, tão necessários para os roteiros quanto os protagonistas. E muitas vezes o monsto era controlado por gente mais fraca.

Separação

A mídia que cobre o showbizz está tratando a briga judicial entre Brad Pitt e Angelina Jolie com a mesma dimensão que foi dada ao caso Johhny Depp versus Amber Heard. A filha de Join Voight acusa Brad de agredir os filhos.

She-Hulk

Foi só o Demolidor dar as caras no oitavo episódio da série Mulher Hulk para a audiência disparar no mundo inteiro. Segundo o Rotten Tomatoes, a média de aprovação bateu os 87%, superando Casa do Dragão e Os Anéis do Poder.

Santa Cruz

Além do América, o atacante falecido na sexta-feira também atuou pelo ABC. Em agosto de 1974, o jornalista Everaldo Lopes o homenageou na Galeria do Cartão Amarelo (a icônica coluna), numa caricatura com o traço de Edmar.

Figurinhas

Muita gente ainda não percebeu que os quatro espaços na página 7 do álbum da Copa não são para colagem de figurinhas. É só uma propaganda dos cromos-extras que não fazem parte do livro e que são 80 imagens diferentes.

Livros

E as figurinhas da Copa são mesmo um fenômeno de vendas. Um produto de papel em plena era digital. E ao ponto de impulsionar até as vendas de livros, como mostram dados do 9º Painel do Varejo de Livros no Brasil, da Nielsen.

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Ciência pra mim é isso

Atualizado: 23:53:39 07/10/2022

Alex Medeiros

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Ciência pra mim é isso

O americano Thomas Friedman, jornalista político que coleciona prêmios Pulitzer com seus artigos no jornal The New York Times, afirmou em 2005 que o mundo é plano (favor não confundir com o besteirol da Terra plana), no best seller que até hoje vende. Hoje, qualquer adolescente inserido na inclusão digital já sabe que o tempo encurtou com a velocidade da comunicação.

Coluna: Alex Medeiros - Tribuna do Norte (7)

Basta um aperto de botão, um acesso virtual, uma acender de teclas, para qualquer um dizer ao mundo o que anda fazendo ou o que anda acontecendo, respectivamente, no Ártico, na Praia de Pipa ou na periferia de Caicó. Da manufatura rupestre das cavernas aos megabytes do celular dividimos a História em capítulos e eras. E controlamos o tempo, reduzimos o espaço, fizemos da vida uma condensação de períodos, a instantaneidade universal.

O que define o tempo e o espaço não tem nada a ver com a velocidade da luz. Mas com a velocidade da comunicação. Levamos séculos para saber das mensagens dos nossos ancestrais, os blogueiros da pedra estudados por Matel na primeira espeleologia.

Outros séculos para decifrar e ler os pergaminhos da chamada História antiga, os códigos incrustados nos túmulos. Décadas para se informar de culturas distantes, ao fim das jornadas dos primeiros aventureiros e viajantes de longo tempo.

Depois foram anos de separação entre civilizações, estreitadas pela escrita nos papiros, impressas nas primeiras máquinas de Gutenberg. Aí gastamos meses em travessias marítimas, a informação nadando à deriva, vencendo a profundidade oceânica.

Depois dos navios, reduzimos os meses para as semanas, montando as notícias a cavalo. Reduzíamos o tempo num galope, cortando matas e montanhas. Superamos as patas com o motor. Corremos milhares de léguas em dias, quilômetros em horas, montados nas ideias de Savery, de Watt, de Parsons, de Lenoir e de Diesel.

O mundo é plano. Graças aos gradativos passos que fomos dando desde a separação dos macacos. Andando, falando, escrevendo, navegando e voando fomos reduzindo as distâncias, o que significa resumir o tempo. O salto maior foi em 1844, quando Samuel Morse anunciou a telegrafia.

Em apenas 178 anos, período diminuto em se tratando da aventura humana no planeta, e muito pouco em relação ao estágio atual da ciência, conseguimos transformar o tempo numa centelha de vida. Do Código Morse à internet pelo celular, estabelecemos nossa finitude sem fronteiras.

No universo fantástico da comunicação, onde as velhas leis são vencidas pela prática, causando debates estéreis sobre direitos e piratarias, cabe lembrar que devemos tantos avanços à esperteza de Morse, um reles artista plástico que acabou se envolvendo com estudos do físico André-Marie Ampére.

Um amigo lhe falara do eletromagnetismo de Ampére, que já havia ocupado o dia-a-dia de filósofos e cientistas, como o alemão Friedrich Clemens Gerke, o verdadeiro autor da idéia que ficaria conhecida como Código Morse.

O pintor foi tão rápido como hoje são os hackers e os nerds que acabam se antecipando às corporações. A primeira mensagem de Morse, enviada de Washington a Baltimore, dizia “o que Deus possibilitou”. Quatro anos depois, a nova comunicação possibilitou uma rede de telégrafos em todo os EUA.

Na atual era do mundo plano de que falou Thomas Friedman, a ciência possibilita novas mentes como a de Samuel Morse, piratas-artistas que não pensam em perder tempo. Porque ele, o tempo, é curtíssimo demais agora.

Apocalipse

Muitas capas de jornais americanos e europeus em suas edições de ontem trouxeram manchetes alarmantes sobre um depoimento dado pelo presidente dos EUA, Joe Biden, que alertou o mundo do risco real de uma guerra nuclear.

Crianças

O ativismo político das altas cortes beira o absurdo. Pela segunda vez o Ministério da Saúde não pode anunciar a vacina antipólio por decisão do TSE. Mas o exagero do risco da vacina covid em bebês é prontamente autorizado.

Invasão

O jovem escritor e professor baiano Rodrigo Hunter colocou em pré-venda nas redes o seu novo livro “Atentado ao STF”, numa narrativa romanceada inspirada nas histórias em quadrinhos. A obra sairá pelo selo da Editora Viseu.

RC sertanejo

O rei Roberto Carlos postou nas redes sociais um trecho da sua interpretação do hit “Evidências”, composto em 1989 por José Augusto e Paulo Sérgio Valle e eternizado por Chitãozinho & Xororó. A canção se tornou um hino geracional.

Dia 10 Na sua página do Instagram, RC divulgou que a íntegra da sua gravação estará disponível nas redes na segunda-feira, 10, a partir da meia-noite. Na sua voz, a icônica “Evidências” estará na trilha da novela Travessia, da TV Globo.

Raia

A mídia, obviamente, está rasgando seda para a foto de Claudia Raia na capa da revista Bazaar. Sua anatomia bem diferente daquela que a tornou famosa, numa gravidez temporã, num aspecto de mármore e cópia da cantora Cher.

História

Em abril de 1973, os jornais de Natal noticiaram que o então presidente do América, Dilermando Machado, viajara para SP e RJ com carta branca para contratar reforços, e daria uma paradinha na Bahia para negociar um matador.

Santa Cruz

Era o nome do alvo de Dilermando, o atacante do Atlético de Alagoinhas que com seus gols levou o time a disputar o título com o Bahia. Formou uma dupla de área fatal com Hélcio no time campeão do Nordeste. Ele faleceu ontem.

(Video) JORNAL DA MANHÃ NATAL - 07/10/2022

* Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

Minha conversão ao stanleenismo

Atualizado: 00:14:04 07/10/2022

Alex Medeiros

[alexmedeiros1959@gmail.com ]

Minha conversão ao stanleenismo

Os heróis, assim como os deuses, não nascem, eles são feitos, criados por mentes expansivas. No contexto do planeta Terra, o já saudosíssimo Stan Lee é em grande parte aquele que melhor ilustrou uma mitologia, o historiador de fantasias que estampou uma teogonia própria e mudou a face da nona arte.

Coluna: Alex Medeiros - Tribuna do Norte (8)

Eu viajei para o universo dos super-heróis na metade dos anos 1960, moleque de menos de dez anos, encantado pelas aventuras do Superman nas revistas em quadrinhos da velha Ebal, a Editora Brasil América Ltda., fundada pelo russo Adolfo Aizen em 1945, numa dissidência com o editor Roberto Marinho.

Depois do filho de Kripton, descobri outras figuras poderosas, Batman, Lanterna Verde, Miss América (Mulher Maravilha), Ajax, Flash, Aquaman, Arqueiro Verde e uma legião de heróis adolescentes comandados por Superboy e Mon-El, os primos invulneráveis. Eu rejeitava a tropa da Marvel.

Minha fidelidade aos personagens da DC Comics começou a ficar vulnerável quando apareceu um novo morador na minha rua, um garoto meio nerd que consumia compulsivamente as revistinhas do Homem-Aranha, um herói criado em 1963 e que a editora Ebal passou a publicar suas aventuras em 1969.

Depois vieram Thor, Hulk, Homem-de-Ferro, Demolidor, o Quarteto Fantástico; as figuras poderosas da Marvel passaram a dividir espaço com os meus preferidos da DC. Era a teia de influência de Stan Lee, o cara que fez da sua criação um divisor de águas na história dos quadrinhos de super-heróis.

Talvez não por coincidência, Lee começou a trabalhar no ocaso da Era de Ouro, no final da Segunda Guerra Mundial, como assistente de Jack Kirby – o criador do Capitão América em 1940 – e vinte anos depois ele seria a força criadora da Era de Prata, o resgate mercadológico das revistinhas de HQ.

Kirby seria o grande parceiro da revolução “stanleenista” iniciada em 1961 com o Quarteto Fantástico e estendida com o Homem-Aranha, Hulk e Thor em 1962; Homem-de-Ferro, X-Men e Doutor Estranho em 1963; Demolidor em 1964; e consolidada com o Pantera Negra e o Surfista Prateado em 1966.

A diferença essencial entre a Era de Prata do estadista da Marvel e a Era de Ouro foi a releitura que Stan Lee estabeleceu com seus personagens, inserindo noções populares nos roteiros, dando humanidade aos heróis, que não enfrentavam apenas vilões, mas também seus demônios internos; como nós.

Com Stan Lee, as histórias em quadrinhos deixaram a condição de subliteratura para crianças e se tornaram a mola propulsora de um mercado poderoso que com deuses de papel geram bilhões de dólares em licenciamentos. As HQs viraram cultura pop na década dourado do rock n roll.

Foram quase 80 anos dedicados ao ofício de entreter os fãs, uma abnegação que mantinha a conexão do senhor de um império com o garoto que iniciou nos anos 1940 para minorar as necessidades da família romena que migrou para Nova York. Ele dizia que criava heróis pensando apenas em pagar o aluguel.

O mundo construído por Stan Lee salvou o mundo do cinema, fortunas erguidas em bilheterias e produtos de inúmeros gêneros, seus heróis arrasando quarteirões, tanto no sentido das batalhas quanto no aspecto comercial. Seu legado se mantém nas revistas que guardo com o carinho de quem preserva imagens de família. Sou um agradecido órfão stanleenista.

Conversa

Do presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais na manhã de ontem: “A conversa mole agrada, mas é a coragem e a firmeza que garantem a segurança e o futuro de um povo e de uma nação nos momentos decisivos”.

Cínicos

Ciro Gomes repetiu à exaustão que o PT é uma organização criminosa e Lula um encantador de serpente; FHC disse que a ética do PT é roubar; e Simone Tebet afirmou que Lula sonha com uma ditadura caudilhista no modelo Peron.

Rogério

É preciso mais do que um argumento sociológico para explicar a grande vitória de Rogério Marinho no estado de maior influência esquerdista e sindicalista do País, onde pesa a dependência de uma sociedade de servidores públicos.

Paradoxo

Desde que surgiu nas blitzen da lei seca e estourou de votos para senador, Styvenson Valentim foi enaltecido por refutar políticos e práticas políticas tradicionais. Repetiu a forma este ano e desta vez está sendo muito criticado.

Integralismo

Hoje faz 90 anos do "Manifesto de Outubro", que fundou o Integralismo, o movimento de teor nacionalista criado por Plínio Salgado. Dois anos depois, na mesma data em 1934, houve um grande confronto com militantes comunistas.

Risível

A interferência do TSE nas redes sociais, camuflada em algoritmo, tem sido literalmente uma inteligência artificial. O recadinho invasivo apareceu até no Instagram da Turma da Mônica num quadrinho sobre cores de bandeiras.

Perigo

As passarelas do complexo viário Carlos Alberto de Sousa, no entorno da Arena das Dunas, precisam da atenção dos responsáveis pela manutenção. A ferrugem é visível e preocupa os torcedores de ABC e América que passam ali.

Revelação

A cantora Lia Almeida, nascida em Quixadá (CE) e residindo há 8 meses em Brasília, vem acumulando fãs em seus shows e no canal do YouTube com canções de estilo sertanejo e uma voz poderosa. Já são quase 600 mil views.

* Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

Beatles 60 anos

Atualizado: 22:32:33 05/10/2022

Alex Medeiros

[alexmedeiros1959@gmail.com ]

Beatles 60 anos

A cidade de Liverpool praticamente parou ontem para celebrar os 60 anos da estreia oficial da maior banda de pop music de todos os tempos. O mundo todo também destacou a data histórica de 5 de outubro de 1962, quando os Beatles lançaram o primeiro disco, um singelo single intitulado Love Me Do e tendo duas músicas, uma delas a que deu nome ao compacto. A outra foi P.S. I Love You, e ambas estariam no primeiro Long Play, intitulado Please Please Me.

Coluna: Alex Medeiros - Tribuna do Norte (9)

Ontem, o single de estreia foi tocado por novos artistas na mesma casa em que as duas canções foram escritas há seis décadas. Dois cantores se apresentaram com um trabalho cover na residência onde viveu Paul McCartney na sua infância, na localidade de Allerton. Numa das paredes, em destaque, uma grande foto mostrava Paul e seu amigo John Lennon, ambos escrevendo. Antes do single, os Fab Four só haviam gravado em disco do cantor Tony Sheridan, quando o acompanharam em Hamburgo, na Alemanha.

Quando Love Me Do chegou às lojas, numa sexta-feira, trazia nele uma gravação realizada em 4 de setembro daquele 1962, com Ringo Starr atuando na bateria. Mas logo vieram outras versões gravadas no dia 11 de setembro.

É que após a sessão de gravação do dia 4, o produtor George Martin levou para o estúdio o baterista Andy White, que também tocou bateria durante as gravações, com a participação de Ringo Starr se limitando a tocar um pandeiro.

Em todas as reedições do primeiro disco, lançadas tanto na Inglaterra quanto nos EUA, tinha Ringo na bateria. Mas quando houve uma nova prensagem, em 21 de setembro de 1963, eram as baquetas de Andy White em total atividade.

Aquela alteração se tornou um mistério pelos anos afora, pois nem George Martin e nem seu assistente na EMI Parlophone, Ron Richards, nunca tiveram uma explicação convincente se a troca foi um ato intencional ou coincidente.

Até mesmo Paul McCartney e o próprio Ringo, anos depois, chegaram a afirmar que a primeira versão do single não tinha a bateria do substituto definitivo de Pete Best. Mas os registros históricos comprovaram o contrário.

Aliás, aquela gravação que foi para as lojas em 5 de outubro esteve também presente no primeiro LP, Please Please Me, o álbum de estreia que chegou no mercado em 22 de março de 1963 e deu início ao fenômeno da beatlemania.

A partir dali todas as versões de Love Me Do que eram lançadas traziam a gravação feita com Andy White na bateria e que quando chegou nos EUA, em 1964 (o ano da travessia dos Beatles), se consagrou como a melhor versão.

Um fato ventilado e nunca contestado foi que a EMI perdeu a gravação master com Ringo, de 4 de setembro de 1962, e preservou somente a de White feita uma semana depois, em 11 de setembro. E aquela foi a única fita restante.

Um outro momento confuso naqueles dias envolveu a vendagem de 250 discos promocionais de Love Me Do, em que o prenome de Paul apareceu impresso errado, “McArtney”, sem o C maiúsculo. O tempo fez do disco uma raridade.

Há dez anos, em 2012, quando a Apple resolveu reeditar o disco nas comemorações dos 50 anos, de novo a versão com Andy White foi prensada. Com o deslize feito, correram para buscar a versão com Ringo no velho single.

Com letras simplérrimas e em ritmo de balada contagiante bem própria dos bailinhos escolares da época, Love Me Do e P.S. I Love You estouraram nas rádios da Europa, depois atravessaram o Atlântico e transformaram os Beatles num culto quase religioso que persiste sessenta anos depois.

Igrejas

É um verdadeiro maremoto de gente o movimento de cristãos engajados na campanha de Jair Bolsonaro, emulados por pregações contundentes de pastores e padres nos templos e igrejas espalhados nas regiões do Brasil.

Evangélicos

Entre os muitos pastores que estão pregando quase que diariamente alertando para os perigos de um novo governo do PT, destaca-se a pastora Talitha Pereira, da Igreja do Amor. Sua eloquência se multiplica no culto e nas redes.

Apoio

Numa empolgação de fantasia, Geraldo Alckmin festejou nas redes o apoio de Armínio Fraga a Lula no segundo turno. E destacou sua passagem pelo Banco Central. Só esqueceu que o PT o pegou no “fraga” fazendo lobby empresarial.

Pedetistas

Carlos Lupi, presidente do PDT, anunciou o apoio da legenda ao PT chamando o adversário Jair Bolsonaro de “malversador do dinheiro público”. Seu amigo Ciro Gomes disse coisa igual e mais grave com Lula por diversas vezes.

Dez

O rei Pelé postou ontem uma mensagem nas redes para comemorar o alcance de 10 milhões de seguidores no Instagram. E fez questão de lembrar a todos que de 10 ele entende. No próximo dia 23, o maior de todos completa 82 anos.

Gols

A torcida do Manchester City está eufórica com a jovem dupla de área formada pelo norueguês Haaland e o argentino Julian Álvarez, eleito melhor das Américas em 2021 no tradicional prêmio do diário uruguaio El Pais, desde 86.

Amorosa

É o nome da turnê da cantora Paula Toller iniciada em agosto e que prossegue por todo o país para marcar os 40 anos da carreira que começou em 1982 como vocalista da banda Kid Abelha. Aos 60 anos, continua com o ar de gata.

Gastronomia

Há três anos, a potiguar Fabricia Mesquita juntou o bom gosto dos vinhos com os interesses culinários, se especializou em gastronomia e lançou o blog Sal & Pimenta, atraindo muitos leitores. Acessem fabriciamesquitasss.blogspot.com.

(Video) Entrevista com Rogério Marinho candidato a senador eleito no RN - 03/10/22

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A derrota das narrativas

Atualizado: 22:29:01 04/10/2022

Alex Medeiros

[alexmedeiros1959@gmail.com ]

A derrota das narrativas

Não havia ainda encerrado a apuração no País, mas já se tinha um quadro da composição na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, quando alguns comentaristas dos veículos que compõem o consórcio da chamada grande imprensa começaram a deixar transparecer no semblante e na fala a decepção com a onda conservadora dos eleitos. E também com a indicação de que a vitória de Lula no primeiro turno já não era mais o vislumbre das pesquisas.

Coluna: Alex Medeiros - Tribuna do Norte (10)
Coluna: Alex Medeiros - Tribuna do Norte (11)

Naquele momento, a jornalista Vera Magalhães, colunista do Estadão e apresentadora do programa Roda Viva, entrou no ar na rádio CBN fazendo um comentário que em princípio parecia apenas a reação natural de quem ao longo da campanha foi destaque num batalhão de repórteres e comentaristas imbuídos de alimentar uma pauta de interesse da esquerda e bem engajada na defesa das candidaturas do PT e no ataque ao presidente Jair Bolsonaro.

Disse mais ou menos assim a plantonista da editoria de caça aos conservadores: a esquerda precisa rever as estratégias de campanha, porque a tática das pesquisas não funcionou. Um comentário hospedando denúncia.

Evidente que “Verinha toda impura” deixava escapar na análise uma revelação que o tempo todo esteve visível no desconfiômetro dos aliados de Bolsonaro, não só agora, mas desde a vitória apertadíssima de Dilma sobre Aécio Neves.

A confissão involuntária daquela que forma com Miriam Leitão, Monica Bergamo, Barbara Gancia, Daniela Lima e Patrícia Campos Mello o sexteto das “candinhas do capitão”, apenas disse o que vinha e vem sendo denunciado.

Mas não é só na tática criminosa das pesquisas que a esquerda erra na captura do voto e na busca do poder. Ao adotar pautas extravagantes como identitarismo, drogas, aborto e ataque às religiões, se perde nos sectarismos.

Não tenho a menor empatia com o marxismo, mas é incrível como o tecido intelectual das esquerdas se tornou um molambo malcheiroso depois que trocou o discurso político-econômico marxista por rompantes de aberrações.

Em janeiro, repercuti aqui o resultado das eleições parlamentares de Portugal, em que os comunistas e os verdes foram esmagados pelo próprio Partido Socialista, que se aliou com o centro para vencer e se manter governante.

Citei as reclamações da esquerda e dos ambientalistas contra a pregação do voto útil do primeiro-ministro António Costa, assim como destaquei a análise de um articulista que colocou no próprio bloco esquerdista a sua grande derrota.

Avaliando a própria conjuntura internacional, onde as esquerdas priorizavam o identitarismo, a linguagem neutra, o revide histórico com o Black Lives Matter, o fanatismo ecológico, ele prenunciava fracassos por toda a Europa e mundo.

O que está havendo agora no Brasil, com essa onda conservadora no Congresso e nas casas legislativas estaduais, é consequência da pauta porra-louca e do discurso bicho-grilo da militância doidivanas do PT, Psol et caterva.

Já no aspecto da parceria com o ativismo judiciário e os conglomerados de mídia, que todos tentam disfarçar com a cantilena da fake news, o ponto mais nevrálgico estava escondido no mercadinho de grandes ofertas das pesquisas.

Os erros de dezenas de institutos – hoje chamados de lojinhas – foram a parte prestidigitadora auxiliando o grande golpe que poderia (e ainda pode) ser concluído, mas foi interrompido pela força do tsunami em verde e amarelo.

O resultado do primeiro turno mandou Lula e Bolsonaro para o segundo turno. Nos discursos após o fechamento das urnas, o semblante de quem teve mais votos estava mais tenso que o outro. Era o retrato das falas dos comentaristas da velha mídia autodenunciando a falha, o aviso de que a narrativa perdeu.

Audiência

A cobertura das eleições e das apurações no domingo deu à rádio Jovem Pan News a maior audiência do estado na transmissão do YouTube, com 269 mil visualizações enquanto a segunda colocada apenas um terço da assistência.

Pesquisas

Os erros criminosos das pesquisas já estão na ordem do dia do ambiente parlamentar em Brasília. Institutos como Ipec, Quaest e Datafolha erraram feio com diferenças entre Lula e Bolsonaro de 18%, 15% e 14% respectivamente.

Inversão

O caso da disputa para o Senado no RN é exemplar para ilustrar debates e investigações. Na véspera da eleição, o Ipec e Intertv divulgaram Carlos Eduardo com 40% e Rogério Marinho com 29%, mas na urna foi ao contrário.

Apoios

Num mesmo dia, Jair Bolsonaro ouviu seu nome ser citado em declarações de apoio de Romeu Zema, Claudio Castro, Sergio Moro e Rodrigo Garcia, enquanto Lula ouviu de Tasso Jereissati e ainda espera ouvir de Ciro Gomes.

Federais

No ranking dos 15 nomes mais votados do País para a Câmara Federal, apenas dois são de esquerda: Guilherme Boulos (Psol) e Gleisi Hoffmann (PT). Os outros 13 pertencem ao espectro da direita e centro e apoiam Bolsonaro.

Senado

Já entre os 27 novos senadores eleitos, apenas quatro são de esquerda: Camilo Santana, Flavio Dino, Tereza Leitão e Wallington Dias. Os outros 23 também têm posicionamentos alinhados com as pautas de centro e de direita.

Ignóbeis

A sabedoria popular que sai das urnas deu mais um exemplo de julgamento a políticos irrisórios. Mandou pra casa Marcelo Freixo, Alexandre Molon, Rodrigo Maia, Alexandre Frota, Vicentinho, Joyce Hasselman, Ivan Valente e Requião.

Prefeitura

No novo mapa político, já é possível vislumbrar silhuetas de candidatos à sucessão de Álvaro Dias. Pesando os perfis, destaco Paulinho Freire, Rafael Motta, Fernando Mineiro, Eudiane Macedo, além de Julia Arruda e Kelps Lima.

* Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

A Um Passo Do Futuro

Atualizado: 16:18:53 01/10/2022

Por Rico De Moraes

(Consultor em Marketing)

O grande problema de tentarmos adivinhar o futuro é que tendemos a projetar as linhas temporais baseadas apenas no que conseguimos enxergar hoje, no ponto de partida, desconsiderando o que podemos encontrar ao virarmos a próxima esquina. Muitas vezes, para alcançarmos sonhos pessoais ou profissionais precisamos mais do que uma boa visão de objetivos. É preciso um salto de fé.

Coluna: Alex Medeiros - Tribuna do Norte (12)

Lembro-me que, no começo da década de 2000, a internet banda larga atingia míseros 128kbps - menos de um “mega”. A Netflix tinha como principal serviço a locação de DVDs físicos online, enviados e retirados pelo correio. Mas, para quem desejasse e tivesse paciência para lidar com lentidão extrema no carregamento dos filmes pela internet, já apostavam paralelamente no futuro do streaming, como serviço extra. Acertaram.

O mesmo não se pode dizer de quem investiu o preço de uma casa na rede social Second Life, uma espécie de metaverso, grande febre lá dos tempos do Orkut, que existe ainda hoje, mas não vingou com o mesmo brilho.

O youtube era um site obscuro no qual você podia fazer uploads de vídeos de até um minuto com qualidade de 480px e já ganhava status de “HD”. A empresa cogitava se transformar em uma plataforma para vídeos adultos, antes de ser adquirida pela Google.

E por falar nisso, a Yahoo! era quem mandava na Internet, enquanto sua concorrente menos famosa entrava nos nossos computadores quase como um vírus, na instalação de softwares gratuitos que vinham nos CDs das revistas de informática, raptando seu browser e emplacando de forma nem sempre muito clara uma “barra de ferramentas Google” – por isso, tempos depois, eles se tornariam grandes ativistas contra esta prática.

Nessa época, chamava-se de “futuro”; uma linguagem própria para construir mini sites que podiam ser acessados pelos celulares estilo Nokia, a tal da WAP - uma variação do XML. Muita gente apostou a vida nisso.

Mas não demoraria nada para que os celulares pudessem acessar a Internet comum. O IPhone tinha de ser criado logo, era uma demanda óbvia de mercado. Pode parecer que estou até o momento falando sobre tecnologia, ou algo assim. Mas não.

A forma como o advento da Internet invadiu nossas vidas cotidianas foi por si só um futuro não previsto por especialistas e entendidos de tecnologia. A observação deste movimento pode nos ensinar muito sobre expectativas para um novo futuro, especialmente em tempos tão incertos sobre os caminhos da sociedade, com tantas ideologias, novas tecnologias, tantos novos projetos de mundo, tantos candidatos a líderes e gurus da humanidade.

Acredite, nada vai acontecer como se espera. Aprendamos com nosso passado recente.

Pesquisas

O eleitor ainda indeciso amanhecerá o domingo sujeito à influência das últimas pesquisas, que têm na disputa ao Senado a única cujo resultado ninguém arrisca apostar. Rogério Marinho e Carlos Eduardo estão pescoço a pescoço.

Seridó

Na última semana, Rogério Marinho centrou forças na região mais favorecida pelas águas da transposição do São Francisco. Se conseguir boa maioria em Caicó, Jucurutu, Currais Novos e Parelhas, tem grandes chances de sucesso.

Natal

Carlos Eduardo manteve a esperança na popularidade da capital que o fez prefeito. Mas teve dois obstáculos complicados: a liderança do prefeito Álvaro Dias, apoiando Rogério, e a juventude de esquerda paquerando Rafael Motta.

Postagens

Durante o debate da Globo, o presidente Jair Bolsonaro esteve acompanhado do filho Carlos Bolsonaro e do ministro das Comunicações Fabio Faria. Chamou a atenção nas redes a ausência do potiguar; só o Carluxo tuitava.

Equívoco

O candidato Styvenson Valentim foi tão radical na intenção de não fazer campanha nos moldes tradicionais, que sequer se ateve a divulgar seu número no perfil do Instagram, onde tem repercussão bem maior que os adversários.

Comemoração

Empolgados com a possível vitória de Fátima Bezerra no primeiro turno, muitos petistas e militantes de outros partidos de esquerda marcaram encontro no Ponto Sete, perto do Praia Shopping, para festejar a reeleição da governadora.

Apuração

A partir das 17 horas estarei compondo a bancada da rádio Jovem Pan News com os jornalistas Júlio Pinheiro, Virgínia Coelli e Andreza Menca, acompanhando todos os acontecimentos da apuração das eleições gerais.

Bebidas

A polêmica envolvendo uma portaria do governo e uma liminar do TJ sobre venda de bebidas alcóolicas serve para lembrar que nunca existiu uma lei seca específica para as eleições. É só uma portaria de delegacia que virou tradição.

Bolão

Um grupo de WhatsApp elaborou um bolão com os oito nomes mais votados para a Câmara Federal. Os mais citados foram Garibaldi Filho, Girão, Natália, Robinson Faria, Major Brilhante, Paulinho Freire, Carla Dickson e Beto Rosado.

(Video) JORNAL DA MANHÃ NATAL - 10/10/2022

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Author: Van Hayes

Last Updated: 11/17/2022

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